Concerto

26 Agosto 2008 | 21h30

Europarque - Vila da Feira
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ORQUESTRA SINFÓNICA EPMVC
KIRILL PETRENKO (maestro)
ALEXANDER TORADZE (piano)

Sergei Rachmaninov
Vocalise, op.34 nº 14
Concerto para Piano e Orquestra N.º 3, em Ré menor, op. 30

Edward Elgar
Sinfonia N.º 2, em Mi bemol maior, op. 63   seasons_show_review(""); Victor Hely-Hutchinson (Cidade do Cabo, 26 de Dezembro de 1901/Londres, 11 de Março de 1947) Victor Hely-Hutchinson foi um compositor e pianista natural da África do Sul, filho mais novo de Sir Walter Hely-Hutchinson, último governador da Cidade do Cabo. No Royal College of Music estuda direcção com Sir Adrian Boult. Tornar-se-á num músico versátil com uma carreira multifacetada enquanto pianista, académico, crítico musical, administrador, maestro e compositor. Em 1922 torna-se professor universitário de música no South African College of Music, colégio integrado, posteriormente, na Universidade do Cabo. Em 1926 regressa a Inglaterra para se juntar a equipa da BBC da qual se tornará, a partir de 1944, director musical, cargo que ocupou até à sua morte A Carol Symphony escrita em 1927 evoca o espírito mágico do Natal a partir de quatro prelúdios corais tocados sem interrupção, baseados em cânticos de Natal ricamente harmonizados e orquestrados. A obra deve ser entendida, por isso mesmo, mais como uma suite orquestral, do que propriamente como uma sinfonia, já que não obedece aos cânones clássicos do género. O primeiro andamento (Allegro energico) cita o cântico Adeste Fidelis, o segundo (Scherzo: Allegro Molto Moderato) God Rest Ye Merry, Gentlemen e o terceiro (Andante) evoca os cânticos The Coventry Carol e The First Nowell como interlúdio, através do uso imaginativo da harpa. O andamento final (Allegro Energico Come Prima), notável pela orquestração festiva, retoma do material temático com que inicia a obra (Adeste fideles).   Francis Poulenc (Paris 7 de Janeiro de 1899/Paris, 30 de Janeiro de 1963) Poulenc foi inicialmente conhecido como pianista, tendo sido aluno de Ricardo Viñes através do qual conheceu Eric Satie. Sob a influência de Satie aderiu em 1919 ao Les Six (Georges Auric, Louis Durey, Arthur Honegger, Darius Milhaud e Germaine Taillefer): é o seu período fauve e muito exuberante, favorecendo a expressão de uma ironia que minava as tentativas de grandiloquência ou de pretensa seriedade. A arte de Poulenc atinge a plenitude a partir de 1930, enquanto se vai aprofundando uma dupla tendência: para a ironia (mais controlada do que humor travesso dos começos) e para a gravidade tingida de algum misticismo, após a redescoberta da fé católica. O seu catolicismo sincero irá conduzi-lo à escrita de uma sequência de obras mais profundas, a partir de 1936, ano das Litanies de la Virge Noire. O seu Gloria, partitura para orquestra, coro misto e soprano, foi escrito entre Maio e Dezembro de 1959 a partir do texto católico romano Gloria in Excelsis Deo e resultou de uma encomenda da Fundação Koussevitsky. A obra encontra-se estruturada em seis andamentos, o primeiro dos quais (Gloria) inicia de forma solene com uma entrada orquestral, que apresenta o mesmo material temático com três instrumentações diferentes, à qual se segue a entrada do coro num estilo melódico acentuado e declamatório. O solo do trombone abre caminho para o segundo andamento (Laudamos Te) marcado por uma melodia luminosa recorrente. O terceiro (Domine Deus) é marcado pelo solo do soprano extremamente dramático, após uma introdução das madeiras. Poulenc reserva o canto do paraíso para esta primeira intervenção do soprano solo, lento e calmo, marcado, igualmente, por um colorido camarístico com intervenções pontuais dos metais. O quarto andamento (Domine Fili Unigenite), o mais curto, assemelha-se ao segundo, pelo estilo jovial das frases orquestrais. As linhas melódicas rejubilantes, muitas vezes pentatónicas, o tempo rápido e o ritmo vibrante deixam uma sensação de uma dança giratória, com o tema a aparecer recorrentemente. O quinto andamento (Domine Deus, Agnus Dei), lento e ávido de luz, inicia com as madeiras que preparam o regresso da solista. A música é sombria e misteriosa. O sexto (Qui Sedes Ad Dexteram Patris) e último andamento inicia a capella com interjeições orquestrais que entoam o tema do primeiro andamento. A secção final é precedida por um solo do soprano sobre a palavra Amen, ecoado de seguida pelo coro. O tema do primeiro andamento retorna antes do Amen final.    Pela sua simplicidade radiosa o Gloria de Poulenc ocupa um lugar particular na produção do compositor e no âmbito da música religiosa no século XX. Poulenc parece sempre na sua música atingir o seu objectivo de maneira admirável, quer se trate de comover ou de seduzir.   Ricardo Vilares
 
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